As coisas não estão simples, mas não estão difíceis. É uma complexidade que não é desesperante, mas também não é solucionável. Mas, em câmera lenta, no meio do fogo cruzado, estou passando por tudo. Assisto algumas dores, com o aperto no peito, levo alguns socos, deixo algumas gotas de sangue pelo chão - mas passo. Passo e sigo. Ainda não em paz.
Queria poder te ligar, conversar. Contar tudo, nos mínimos detalhes e ouvir cada pérola de palavra sua. Acredite, ainda que fosse a ideia mais bizarra, vindo de você ela pareceria a melhor solução.
Já não penso em muita coisa como antes. Acho que isso é a maturidade. Meus velhos amigos não me reconhecem, mas entendem que me tornei aquilo que eu sempre fui. Me amam e me admiram.
É o canto da sereia que me chama. Que me diz "Vem, fica, ainda que afunde..." E é tão sedutor.