quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A grande mágica

Senhoras e senhores,

Bem-vindos ao maior espetáculo da Terra. E na noite de hoje, um truque tão antigo quanto o mundo, mas muito pouco visto em todo ele. Quem não nunca desejou viajar pelo tempo? Quem não nunca pensou e voltar a um tempo atrás? Eis a grande mágica que apresento na noite chuvosa de hoje.
Atenção as explicações. Não direi como realizarei o truque, apenas explicarei no que ele consiste. Começo, apenas, com o relato de que consiste em voltar no tempo, mais precisamente a 5 anos atrás, quando toda essa história tem início. É algo arriscado, mas por que não tentar? Voltar 5 anos atrás, antes de conhecer tudo que conheci, viver tudo que eu vivi, sonhar tudo que sonhei e arruinar tudo que arruinei.
Para isso vou precisar apagar muita coisa, jogar outras fora e me reapropriar de conteúdos insólitos. Não é um ato seguro, nem mesmo estou certo se é a melhor solução. Alguns podem até chamar isso de imaturidade, de insanidade, de mediocridade.
Em breve, estarei em 2005. Com as lembranças de 2005, as pessoas de 2005, no mundo de 2005. Muito há de se perder nesse caminho. Eu mesmo posso me confundir. Obviamente, não é possível um obliviate. Prefiro pensar muito mais num aparattio que envolva a dimensão temporal.
Aos queridos, vocês não serão esquecidos, obviamente. Carregarei seus nomes, rostos e sorrisos. Mais do que isso é supérfluo. Vocês devem ser os primeiros a serem apagados. São os avatares desses anos que pretendo desocupar. Será muito difícil não tê-los por perto, mas era sim antes. Imagino que suas vidas tenham sido tocadas tanto quanto as minhas, mas serão rearranjadas depois dessa grande mágica. Sentirei a suas ausências, mas confio no destino que diz que se nos encontramos uma vez, nos encontraremos na segunda. Caso não isso não ocorra, não se chateiem. Pensem apenas em mim como um sonho absurdo.
Sim, meus caros, eu sou onipotente. E eis os novos caminhos a serem seguidos. Em breve não estarei mais entre vocês. A fumaça já começa a dissipar-me. Antes, apenas algumas frases de um viajante do tempo, de um suicida dimensional,

Pay my respects to grace and virtue. Say my condolences to good. Give my reguards to soul and romance - they always did the best they could. And so long to devotion - you taugh me everything I know. Wave good bye, wish me well. Close your eyes, clear your heart. You got to let me go.

3,

2,

1...


o rafa agora existe

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

White flag

I know you think that
I shouldn't still love you, or tell you that.
But if I didn't say it, while I'd still have felt it
Where's the sense in that?
I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I know I left too much mess and destruction
to come back again
And I caused nothing but trouble
I understand if you can't talk to me again
And if you live by the rules of "it's over"
then I'm sure that makes sense
But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
And when we meet
Which I'm sure we will
All that was then
Will be there still
I'll let it pass
And hold my tongue
And you will think
That I've moved on....
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be
I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

Fantasia

Devo admitir: uma nova fantasia me assola a mente nos últimos dias...
Depois de 32 dias chorando ininterruptamente veio-me uma idéia salvadora, uma cena na cabeça que parece conter todas as respostas.
Eu chego em casa cansado do trabalho, tomo um banho, me arrisco a comer alguma coisa mas tudo está gelado.
Ponho meu pijama, pego o cobertor e minha mochila e saio para rua. Evito os lugares mais cheios apenas, mas não os escuros. Penso em passar em algum mercado e comprar algo para aguentar a madrugada.Na fantasia eu estou com o computador, sentado debaixo de um viaduto.
Passar a noite na rua, a vagar, a pensar... Passar a noite toda, hora num ponto de onibus, ora no MASP, ora no centro com as prostituas. Aliás, esqueça-se o pijama: fica a calça jeans escura e uma camiseta preta. Totalmente invisível aos que me querem e completamente nu para a cidade.
A fantasia acaba aqui, não tem a volta para casa, nem mesmo o amanhecer. Tudo se perde na noite escura.
Há tempos, soube de uma amiga que passou algumas noites na rua, dormindo em rodoviárias, vagando pela vizinhança. Me ofereci, para quando isso acontecesse de novo acompanhá-la. Não, não era caridade. Era egoísmo. Poder passar uma noite na rua...

Fim da minha vida pública...

Estou tornando a minha vida um pouco mais privada...