Ele vai mudar, vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Com certeza não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora para conversar
Perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nele, estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido
Que é sempre amor mesmo que acabe com ele
Onde quer que esteja, é sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou...
Ele vai mudar, escolher um jeito novo de dizer alô
Vai ter medo de que um dia ele vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone para conversar pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela, estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido
Que é sempre amor mesmo que acabe com ela
Onde quer que esteja, é sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou...
Nunca é muito tarde pra ligar...
Eu, eu mesmo e o Outro
Um menino polido vivendo uma vida lascada
sábado, 5 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Uma mente com lembranças
Será que eu tenho o direito de apagar tudo que você viveu? Será, que se numa dessas voltas do mundo as coisas voltarem, eu terei o direito de pedir pra você esquecer como é o mundo sem mim? Ou será que eu só poderei ter a certeza de nós enquanto você estiver com esses frescor na memória?
Alguns dizem que depois da tempestade vem a calmaria... Eu digo que depois da tempestade vem o molhado! Estou no molhado... Tudo parece estar mais vivo, mais colorido, mas as marcas da tempestade ainda não se foram. É como ver uma roseira despedaçada pelo vento e pela chuva: ela parece mais intensa, mas ainda sim está fada a morte!
Voltar não foi fácil e incerteza da segunda volta é muita ainda. Será que você pensa em mim? Será que ainda se lembra de mim, de vez em quando? Tem dias, como hoje, em que eu acordo e você simplesmente está lá, de pé, a me olhar. Às vezes com um sorriso, às vezes sério, ou, apesar de estar em mim, totalmente alheio a minha presença.
Em outros momentos, é o mundo que me joga você no colo. Seja como for, esses momentos estão ficando cada vez mais raros, cada vez mais dispersos e cada vez menos intensos... Tenho muito medo disso. Muito medo de te esquecer. Muito medo de perder você dentro de mim.
Alguns significados já se perderam na rede e algumas associações já são pálidas.
Você está se tornando um fantasma. Não daqueles furiosos, que nos assombram e perseguem, que nos exigem e esvaziam. Um fantasma vazio, daquelas almas errantes que simplesmente nos transpassam, arrepiam todos os cabelos da nuca e se vão.
Me deixe saber se você está vivo, se eu estou vivo pra você.
Me deixe.
Alguns dizem que depois da tempestade vem a calmaria... Eu digo que depois da tempestade vem o molhado! Estou no molhado... Tudo parece estar mais vivo, mais colorido, mas as marcas da tempestade ainda não se foram. É como ver uma roseira despedaçada pelo vento e pela chuva: ela parece mais intensa, mas ainda sim está fada a morte!
Voltar não foi fácil e incerteza da segunda volta é muita ainda. Será que você pensa em mim? Será que ainda se lembra de mim, de vez em quando? Tem dias, como hoje, em que eu acordo e você simplesmente está lá, de pé, a me olhar. Às vezes com um sorriso, às vezes sério, ou, apesar de estar em mim, totalmente alheio a minha presença.
Em outros momentos, é o mundo que me joga você no colo. Seja como for, esses momentos estão ficando cada vez mais raros, cada vez mais dispersos e cada vez menos intensos... Tenho muito medo disso. Muito medo de te esquecer. Muito medo de perder você dentro de mim.
Alguns significados já se perderam na rede e algumas associações já são pálidas.
Você está se tornando um fantasma. Não daqueles furiosos, que nos assombram e perseguem, que nos exigem e esvaziam. Um fantasma vazio, daquelas almas errantes que simplesmente nos transpassam, arrepiam todos os cabelos da nuca e se vão.
Me deixe saber se você está vivo, se eu estou vivo pra você.
Me deixe.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Do turbilhão dos dias...
As coisas não estão simples, mas não estão difíceis. É uma complexidade que não é desesperante, mas também não é solucionável. Mas, em câmera lenta, no meio do fogo cruzado, estou passando por tudo. Assisto algumas dores, com o aperto no peito, levo alguns socos, deixo algumas gotas de sangue pelo chão - mas passo. Passo e sigo. Ainda não em paz.
Queria poder te ligar, conversar. Contar tudo, nos mínimos detalhes e ouvir cada pérola de palavra sua. Acredite, ainda que fosse a ideia mais bizarra, vindo de você ela pareceria a melhor solução.
Já não penso em muita coisa como antes. Acho que isso é a maturidade. Meus velhos amigos não me reconhecem, mas entendem que me tornei aquilo que eu sempre fui. Me amam e me admiram.
É o canto da sereia que me chama. Que me diz "Vem, fica, ainda que afunde..." E é tão sedutor.
Queria poder te ligar, conversar. Contar tudo, nos mínimos detalhes e ouvir cada pérola de palavra sua. Acredite, ainda que fosse a ideia mais bizarra, vindo de você ela pareceria a melhor solução.
Já não penso em muita coisa como antes. Acho que isso é a maturidade. Meus velhos amigos não me reconhecem, mas entendem que me tornei aquilo que eu sempre fui. Me amam e me admiram.
É o canto da sereia que me chama. Que me diz "Vem, fica, ainda que afunde..." E é tão sedutor.
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