Os dias tem passado como de costume, sem ao menos prestarem atenção em mim, ao que penso e ao que sinto. O Tempo é um senhor muito do esnobe, diga-se a verdade. Deve ser devido a sua soberania, ou talvez devido à sua esposa, Eternidade, senhora tão grande e ensimesmada que, para acompanhá-la, o Tempo deve ser indiferente. Seja como for, ele não tem sido nada gentil comigo. E digo isso não só referente aos acontecimentos dos últimos meses, mas sim dos últimos 2 anos.
Os gêmeos Presente e Passado, serelepes, teimosos, ao redor do pai, me fazem cócegas, me batem na cabeça, me questionam e instigam como crianças mimadas, das quais eu não posso me defender. E o Futuro, esse sim que poderia me visitar, me acalentar, que eu desejaria pegar no colo e olhar para seus olhos brilhantes, ainda se encontra em gestação na Eternidade. Família difícil...
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